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		<title>Mudanças&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 17:29:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Algumas mudanças aqui e ali no visual das minhas páginas HTML e&#8230; voilá! A começar pela aposentadoria da minha velha amiga &#34;pena&#34;, que tinha mais a ver com escrita do que propriamente com desenho. No lugar dela optei por uma &#34;moldura&#34; meio que estilizada. Sim, a ilustração com as mãos acima tem tudo a ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/handsframe.jpg" alt="" /></p>
<p>Algumas mudanças aqui e ali no visual das minhas páginas HTML e&#8230; voilá! A começar pela aposentadoria da minha velha amiga &quot;pena&quot;, que tinha mais a ver com escrita do que propriamente com desenho. No lugar dela optei por uma &quot;moldura&quot; meio que estilizada.</p>
<p><span id="more-1512"></span><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/pena.jpg" alt="" /></p>
<p>Sim, a ilustração com as mãos acima tem tudo a ver com a &quot;moldura&quot;. Pode não ser muito pregnante como marca, mas me é satisfatória. Remete a um canvas que <i>pede</i> para ser preenchido e seu preenchimento é uma solução &ndash; o resultado de estudos, tentativas, aperfeiçoamentos.</p>
<p>Também interferi no elemento cromático (cores). O azul agora passa a predominar. Enfim, a intenção era mesmo promover um redesenho ainda que sutil, mas o suficiente para (por assim dizer) tornar o site mais agradável de se ver.</p>
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		<title>A liberdade em jogo</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Dec 2011 23:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Li na edição de 14/12/2011 de O Globo, na página de Opinião, um artigo assinado pelo eminente Sr.Gabriel Wedy sob o título Risco para a liberdade discorrendo sobre os riscos da implantação de um &#34;controle social e popular da mídia&#34;. O autor é nada menos do que o atual presidente da Associação dos Juízes Federais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/liberty.jpg" alt="" /></p>
<p>Li na edição de 14/12/2011 de <b>O Globo</b>, na página de <b>Opinião</b>, um artigo assinado pelo eminente Sr.Gabriel Wedy sob o título <a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/12/14/risco-para-a-liberdade"><b>Risco para a liberdade</b></a> <a href="http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/12/14/risco-para-a-liberdade" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a> discorrendo sobre os riscos da implantação de um &quot;controle social e popular da mídia&quot;. O autor é nada menos do que o atual presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil. Muito embora discorde do seu enfoque, naturalmente manifesto meu respeito pelo seu direito de formar opinião própria e difundí-la.</p>
<p><span id="more-1379"></span></p>
<p>Curiosamente, logo no início do artigo podemos ler:</p>
<p>&quot;Estamos passando por um debate, sem grande publicidade e bastante intenso, (&#8230;)&quot;</p>
<p>Suponho que o autor esteja intentando que a falta de publicidade se deva a uma suposta discrição por parte &quot;dos bastidores do governo Dilma&quot;, de forma a evitar que o debate se espalhe e escape ao controle. Ou isso seria, pelo contrário, uma crítica velada à mídia em geral, pela pouca importância dada à divulgação desse iminente perigo? Isso porque, como ele mesmo diz, &quot;podemos colocar em risco uma das garantias constitucionais mais sagradas de nossa democracia: a liberdade de imprensa&quot;.</p>
<p>Minha opinião a respeito dessa sagrada &quot;liberdade de imprensa&quot; é apresentada em alguns artigos aqui postados. Considero mais sagrado que essa imprensa &quot;livre, leve e solta&quot; o direito de o público leitor ter acesso a todas as informações &ndash; o que de fato não ocorre. Como sei disso? Porque não me limito a ler somente o que os grandes jornais publicam. Costumo ler muito do que eles deixam de publicar em outra mídia (esta sim, verdadeiramente livre): a internet. Uma ótima fonte é o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/">Observatório da Imprensa</a> <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>, onde o Sr. Gabriel Wedy pode ler o também ótimo artigo <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed672_regular_a_midia_para_democratizar_a_comunicacao"><b>Regular a mídia para democratizar a comunicação</b></a> <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed672_regular_a_midia_para_democratizar_a_comunicacao" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>, de autoria de Venício A. de Lima, sociólogo e jornalista.</p>
<p>Mas o que realmente causa estranheza no artigo do Sr. Gabriel Wedy é justamente o fato de ele, o autor, ser um juiz. Pois é de sua seara a máxima que diz ser o réu &quot;inocente até prova em contrário&quot; (a tal da &quot;presunção de inocência&quot;). Esse valor resguarda a credibilidade da própria justiça, mas é festivamente rejeitado na esfera do chamado &quot;jornalismo investigativo&quot;.</p>
<p>Ao contrário do que o Sr. Gabriel Wedy faz parecer em seu artigo, o &quot;marco regulatório&quot; não seria nem se pretende que seja um &quot;nefasto controle estatal e político-partidário da informação&quot;. Espera-se dele que seja um meio capaz de garantir que a informação seja de fato democrática. Porque de direito ela sequer o é, justamente pela inexistência de qualquer controle que iniba excessos e parcialidades. Pressupor isenção nas práticas das grandes empresas jornalísticas é ingenuidade. Além do denuncismo apimentado por generosas doses de &quot;escandalismo&quot;, o que se tem com a apregoada &quot;liberdade de imprensa&quot; é na verdade a verdadeira ameaça ao que devemos resguardar com unhas e dentes: a democracia.</p>
<p>Conforme nos ensina Alberto Dines em seu artigo <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/iq021020021.htm"><b>Denuncismo e <i>escandalismo</i> já não &quot;colam&quot;</b></a> <a href="http://observatoriodaimprensa.com.br/news/showNews/iq021020021.htm" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>:</p>
<p><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/dquo_left.png" /></p>
<p>A grande verdade é que o &quot;escandalismo&quot; transformou-se em arma política. Entrou para o arsenal dos que buscam o poder ou querem confrontá-lo. E isto não apenas no Brasil. Mas entre nós, graças à ausência de instituições mais sólidas, deixou de ser acidente isolado para transformar-se em fenômeno corriqueiro. Hoje é matéria incorporada à ciência política.</p>
<p>Em nosso caso, o uso e abuso do escândalo acabou por cansar. A reiteração mediática criou um bumerangue, perigosa imunização. As denúncias não &quot;colam&quot;.</p>
<p>Isto é ainda mais grave.</p>
<p><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/dquo_right.png" /></p>
<p>De há muito se sabe ser utópica a defesa da liberdade, ela própria uma utopia. Sabemos também que o que a torna tão difícil de ser real são as diferenças, os abusos, as injustiças. Lamento, Sr. Gabriel Wedy, mas a nossa não é nem parece ser uma imprensa livre. Tampouco o é nosso direito à informação isenta e imparcial.</p>
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		<title>A imprensa brasileira é livre?</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/jornalismo/a-imprensa-brasileira-e-livre/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 18:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se observarmos com isenção, a resposta é não. Por isenção entenda-se de forma apartidária, ainda que isso possa soar algo impraticável. Desde que se tornaram governo, os petistas são alvo de pesada artilharia por parte dos órgãos de imprensa &#8211; que fique claro, o foco aqui é na imprensa e não em partidos políticos. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/censura.jpg" alt="" /></p>
<p>Se observarmos com <b>isenção</b>, a resposta é não. Por <b>isenção</b> entenda-se <b>de forma apartidária</b>, ainda que isso possa soar algo impraticável. Desde que se tornaram governo, os petistas são alvo de pesada artilharia por parte dos órgãos de imprensa &ndash; que fique claro, o foco aqui é na imprensa e não em partidos políticos.</p>
<p>O que se propõe discutir aqui é o tratamento abertamente diferenciado dado pela imprensa aos escândalos de corrupção. Refiro-me ao sistemático e pontual bombardeio praticado por ela quando o alvo é o governo do PT (e aliados). Sistemático porque o mesmo não ocorre quando se tratam de escândalos que pipocaram na seara do PSDB (e aliados), convenientemente tratados de forma discreta e rapidamente esquecidos pelas pautas sempre pautadas pelo que se quer (ou não) que a &quot;opinião pública&quot; saiba (ou não).</p>
<p><span id="more-1359"></span></p>
<p>Volto a falar em <b>isenção</b> para deixar claro que não procuro aqui defender ou acusar este ou aquele partido político. Trata-se de falar sobre e entender como os critérios de noticiabilidade são estabelecidos pela imprensa, notadamente aquela conduzida pelos grandes grupos de comunicação. São empresas necessariamente parciais, associadas mais ao <b>capital</b> do que ao <b>trabalho</b>.</p>
<p>Pronto, cheguei ao ponto que interessa: observar com <b>isenção</b> e a uma distância segura um cenário onde se contrapõem <b>capital</b> e <b>trabalho</b>, os dois personagens em torno dos quais se concentra o que se convencionou chamar Capitalismo. De certo modo, a transição de poder do PSDB (e aliados) de FHC para o PT (e aliados) do Lula, apenas aparentemente pacífica e civilizada, pode ser melhor compreendida quando observada como uma transição do <b>capital</b> para o <b>trabalho</b>. Algo parecido como do patrão para o empregado, do culto para o iletrado, da altivez do pavão para a simplicidade do pinto no lixo.</p>
<p>São as agruras da democracia, um jogo que se imaginava conduzido pelos donos do <b>capital</b>, portanto donos do <b>poder</b>. Há cerca de cinquenta anos, quando em nosso país coexistiam inimigavelmente esquerda e direita, foi justamente o fato de a esquerda estar no poder que motivou o golpe que nos levou a um longo período de trevas de uma nada saudosa ditadura militar. Hoje, com o PT (e aliados) no poder, podemos observar claramente o quanto a mídia se tornou vigilante, exercendo um poder quase de polícia e justiça.</p>
<p>Nossa imprensa atribui a Lula a invenção da promiscuidade na formação de alianças que permitem ao governo governar. Pois é com <b>isenção</b> que podemos nos lembrar dessa mesma promiscuidade praticada nos anos dourados de FHC. A diferença da promiscuidade do Lula para a do FHC está precisamente no tratamento dado pela mídia. A verdade é que a corrupção sempre existiu, não é exclusividade deste ou daquele governo. Se e quando parecer que esse flagelo é mais (ou menos) frequente, podemos tranquilamente creditar isso ao que nossa nada livre imprensa julga conveniente denunciar ou acobertar. Não obstante todo o esforço midiático para comprometer a imagem de Lula, podemos dizer que o lulismo vai bem, obrigado. São até o momento dez anos contra nove de FHC (incentivador e usufruidor da reeleição).</p>
<p>Isso nos leva a indagar: se a imprensa é tão poderosa e capacitada para formar opinião, como explicar o fato de o lulismo se manter no poder? Simples assim: a imprensa não é a única formadora de opinião. Também são formadores de opinião os programas sociais implementados e nisso, ao que parece, um governo mais comprometido com o <b>trabalho</b> mostra mais competência do que um comprometido com o <b>capital</b>. Faz sentido, embora seja impreciso: não dá para determinar que alguém seja 100% <b>capital</b> ou 100% <b>trabalho</b>. Não se pode dizer que um empresário, por ser patrão, não é um trabalhador. Lula tratava seu vice como o &quot;companheiro&quot; Zé Alencar &ndash; na verdade um bem-sucedido empresário mineiro do ramo têxtil.</p>
<p>Mas é o próprio tratamento diferenciado dado pela imprensa às correntes políticas que evidencia a dialética <b>capital versus trabalho</b>. Podemos facilmente perceber o contraste entre o momento trabalhadorista (acho melhor que lulista) que estamos vivendo e o período social-democrata/liberal de Fernando Henrique Cardoso. Sobretudo no final de seu segundo mandato, o governo FHC se caracterizou por uma política de privatizações que até hoje muitos preferem chamar &quot;privataria&quot;. Isso tem tudo a ver com <b>capital</b> e tem todos os ingredientes favoráveis a promiscuidades que a mídia de então preferiu considerar não noticiáveis.</p>
<p>A imprensa brasileira é livre para escolher a quem apedrejar e a quem acobertar. Isso é o mesmo que dizer que o público tem acesso a uma informação indevidamente censurada. Essa é a liberdade de imprensa que os midiáticos defendem. O que nos leva a concluir que a nossa imprensa não é livre, não por causa de censura oficial, mas por uma conveniente porém promíscua &quot;autopofagia&quot;.</p>
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		<title>Tic tac, tic tac</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/web-design/tic-tac-tic-tac/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 14:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[web design]]></category>
		<category><![CDATA[css]]></category>
		<category><![CDATA[jquery]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis que procurando alguma coisa pela web acabei encontrando outra completamente diferente. Algo a ver com CSS3 e jQuery. Sem problema, apenas me deparei com um ótimo artigo publicado no CSS-Tricks por Toby Pitman sobre sua experiência com a propriedade &#34;transform:rotate&#34; (como ele mesmo diz, à primeira vista sem muita utilidade) trazido pela terceira geração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/clock.jpg" alt="" />
</div>
<p>Eis que procurando alguma coisa pela web acabei encontrando outra completamente diferente. Algo a ver com CSS3 e jQuery. Sem problema, apenas me deparei com um ótimo artigo publicado no <a href="http://css-tricks.com/1399-css3-clock/">CSS-Tricks</a> <a href="http://css-tricks.com/1399-css3-clock/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a> por <a href="http://www.tobypitman.com/">Toby Pitman</a> <a href="http://www.tobypitman.com/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a> sobre sua experiência com a propriedade &quot;transform:rotate&quot; (como ele mesmo diz, à primeira vista sem muita utilidade) trazido pela terceira geração do CSS.</p>
<p><span id="more-1277"></span></p>
<p>Trata-se de um efeito de animação que permite rotacionar um elemento. Ocorreu ao autor do artigo que com essa propriedade do CSS3 e mais a ajuda do jQuery seria possível estampar um relógio analógico em um documento HTML. Usuários do Internet Explorer e do Opera ficam de fora. Na verdade esse recurso funciona somente em navegadores baseados em <a href="http://www.webkit.org/">WebKit</a> <a href="http://www.webkit.org/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>, como os listados a seguir.</p>
<ul>
<li>Safari (navegador da Apple)</li>
<li>Google Chrome</li>
<li>Konkeror</li>
<li>Epiphany</li>
<li>Midori</li>
<li>OmniWeb</li>
<li>iCab</li>
<li>Shiira</li>
<li>ABrowse</li>
<li>BrowserNG (navegador padrão em celulares Nokia)</li>
</ul>
<p>Embora o Firefox não esteja incluído na lista acima, todas as suas versões rodaram bem o recurso nos testes que realizei no emulador <a href="http://saucelabs.com/">Visual Scout</a> <a href="http://saucelabs.com/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>.</p>
<p>Por conta disso ganhei um novo <i>hobby</i>: o de colecionar relógios analógicos porém virtuais. Já desenhei esse tipo de relógio há alguns anos atrás auxiliado por códigos JavaScript do <a href="http://www.dynamicdrive.com/">Dynamic Drive</a> <a href="http://www.dynamicdrive.com/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a> (e gostei de brincar com isso). Mas agora o negócio ficou muito mais simples e prático de &quot;desenhar&quot;.</p>
<p><img src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/tictac/images/espelho.jpg" alt="Espelho em CorelDRAW" title="Espelho em CorelDRAW" class="centered" /></p>
<p>CSS e jQuery estão disponíveis para baixar <a href="http://css-tricks.com/1399-css3-clock/">a partir do próprio artigo</a> <a href="http://css-tricks.com/1399-css3-clock/" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png" /></a>. Só que a abordagem aqui é, assim por dizer, menos <i>developer</i> e mais <i>designer</i>. No Corel, criei um arquivo com linhas-guia de forma a obter um &quot;espelho&quot; a partir do qual passei a &quot;photoshopar&quot; meus relógios. Assim, este blog passa a incluir uma seção &quot;TicTac&quot; na página <a href="http://www.fredericopeter.com.br/blog/playground/">Playground</a>, apresentando a minha coleção iniciada com o modelo abaixo.</p>
<p><iframe src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/tictac/tictac001.htm" width="300" height="300" frameborder="0" scrolling="no" style="display: block; margin: 0 auto; padding: 0; border: 0;"></iframe></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Crise de identidade</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/humor/crise-de-identidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Nov 2011 00:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[america]]></category>
		<category><![CDATA[fanatismo]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[xenofobia]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo merece tratamento igual!Não importa se você é preto, amarelo, marrom ou&#8230; normal! Muita calma nessa hora, porque este post trata de xenofobia, racismo e intolerância de todas as raças e credos, venham de onde vierem. Ainda bem que existem pessoas espirituosas de todas as raças e credos, venham de onde vierem (inclusive dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/diversity.jpg" alt="" style="margin-bottom: -5px;" /></p>
<p><small>Todo mundo merece tratamento igual!<br />Não importa se você é preto, amarelo, marrom ou&#8230; normal!</small></p>
</div>
<p>Muita calma nessa hora, porque este <i>post</i> trata de xenofobia, racismo e intolerância de todas as raças e credos, venham de onde vierem. Ainda bem que existem pessoas espirituosas de todas as raças e credos, venham de onde vierem (inclusive dos céus).</p>
<p><span id="more-1195"></span></p>
<p>Mal e porcamente eu traduzi o que se segue. Mas na dúvida pode-se conferir (haja estômago) a <a href="http://whitewhine.com/post/11995943515/and-the-racist-of-the-year-award-goes-to">postagem do sujeito</a> <a href="http://whitewhine.com/post/11995943515/and-the-racist-of-the-year-award-goes-to" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png"></a>, que se resume a uma ilustração (reproduzindo uma discussão entre racistas) seguida da frase: <abbr title="E o Prêmio de Racista do Ano vai para...">&quot;And the Racist of the Year Award goes to…&quot;</abbr>. Esse artigo tinha recebido até então os seguintes comentários:</p>
<p><img src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/dquo_left.png" alt=""></p>
<p>Enviado por <b>Carlos</b> 6 dias atrás:</p>
<p>&ndash; Eu lembro de ter ouvido de meu vigário no serviço de domingo: &quot;Quem somos nós para julgar. Somente Deus tem o direito de julgar a tudo e a todos. E tem mais, os cidadãos dos EUA ainda não perceberam (ou são natural e geneticamente estúpidos) que a América é um continente, não um país. Paz e amor.</p>
<p>Enviado por <b>Maguca</b> 5 dias antes, em resposta a <b>Carlos</b>:</p>
<p>&ndash; Odeio cortar o seu barato, mas América (EUA) é um país, América do Norte é o continente.</p>
<p>Enviado por <b>phillip</b> 5 dias antes, em resposta a <b>Maguca</b>:</p>
<p>&ndash; A América (do Norte) é um continente. Os EUA são um país. Repare: Estados Unidos da América. Do continente.</p>
<p>Enviado por <b>Sane Person</b> 2 dias antes, em resposta a <b>phillip</b>:</p>
<p>&ndash; CALA ESSA BOCA DOS INFERNOS. Nós nos chamamos americanos; e foda-se. Estou farto desse negócio de &quot;América é um continente&quot;. Jesus Cristo!</p>
<p>Enviado por <b>Jesus Cristo</b> 2 dias antes, em resposta a <b>Sane Person</b>:</p>
<p>&ndash; Sim?</p>
<p><img src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/dquo_right.png" alt=""></p>
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		<title>O mundo antes e depois de Steven Paul Jobs</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/design/o-mundo-antes-e-depois-de-steve-jobs/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 16:49:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Lá pelos idos anos 1970, ao permitir que Steve Jobs e Bill Gates fossem contemporâneos e se conhecessem, quis o acaso pregar uma peça nas empresas (IBM, Xerox, Hewlett-Packard etc) que então se julgavam vanguardistas da tecnologia. Não lembro mais onde li isso, mas acho que foram executivos da IBM que questionaram Steve Jobs: afinal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/steve-jobs.jpg" alt="" /></p>
<p>Lá pelos idos anos 1970, ao permitir que Steve Jobs e Bill Gates fossem contemporâneos e se conhecessem, quis o acaso pregar uma peça nas empresas (IBM, Xerox, Hewlett-Packard etc) que então se julgavam vanguardistas da tecnologia. Não lembro mais onde li isso, mas acho que foram executivos da IBM que questionaram Steve Jobs: afinal, para quê alguém compraria um computador pessoal? No que dependesse dessas empresas e do que se fazia então no Vale do Silício, os computadores atualmente ainda seriam enormes, caríssimos e de uso exclusivamente corporativo ou da NASA.</p>
<p><span id="more-1126"></span></p>
<p>Em conformidade com os modelos e manuais de que tanto gostam os americanos, Jobs optou por sujeitar à filosofia zen-budista o seu modo de ver e pensar o mundo, inclusive do ponto de vista empresarial. Isso e mais uma pitada de verdadeira paixão pela tipografia (alfabetos serifados, não serifados, espaçamento entre letras, legibilidade) foi a receita que o levou a buscar um computador pessoal fácil de usar. Seu Macintosh introduziu uma interface gráfica navegável através de ícones, pastas e janelas, isso tudo ao alcance de um mouse num tempo em que só se usava teclados.</p>
<p>A história de sua vida não seguiu propriamente os padrões estáveis e tradicionais que outrora caracterizavam a família americana. Sua genialidade e a de amigos próximos já se manifestava ao mesmo tempo em que ainda se comportavam como hippies, despreocupados com o modo de se vestir ou de se comportar, uma vez que eram contemporâneos de uma &quot;guerra do Vietnam&quot; repentinamente exposta às escâncaras pela televisão, para horror e trauma do bem comportado <i>american way of life</i>; e perseguiram suas ideias, talvez ainda sem se aperceberem do quanto revolucionárias elas eram, ao mesmo tempo em que a revolução da internet seguia seu caminho para fora dos meios acadêmicos e rumo a uma popularização possibilitada justamente pela massificação do uso dos PCs.</p>
<p>(Reconheça-se. Isso tudo devido à Microsoft de Bill Gates que assistiu seu Windows desconfortável mas formidavelmente sendo disseminado pela pirataria.) </p>
<p>Com o amigo Steve Wozniak, Jobs fundou a Apple (1976) e mais tarde lançou no mercado, com grande estardalhaço publicitário, o Macintosh (1984). Vale dizer que a marca da empresa remete, sim, ao fruto do pecado e ao desejo de possuir um produto diferenciado. Ocorre que ainda antes do lançamento do Macintosh, a Apple buscava trazer um nome de peso para liderar seu <i>staff</i> e eis aqui a frase com que Jobs tentou (e conseguiu) convencer John Sculley a sair da Pepsi para se tornar o CEO da Apple: &quot;Você quer passar o resto da sua vida vendendo água com açúcar ou vir comigo e mudar o mundo?&quot;. Mas isso foi no ano de 1983, quando a intenção era alavancar a Apple com o prestígio de Sculley &ndash; o mesmo que dois anos depois demitiu Jobs e, por conta disso, veio a ser considerado como um dos maiores patetas do mundo corporativo. A verdade é que Sculley involuntariamente ajudou Steve Jobs a viver uma história de sucesso que, de outra forma, talvez nem viesse a acontecer.</p>
<p>Foi nesse período (fora da Apple) que Jobs fundou a NeXT Computer e em seguida criou a Pixar, que veio a ser comprada pela Disney. E foi assim que mais tarde a NeXT veio a ser comprada justamente pela Apple, numa operação que culminou com o retorno de Jobs à empresa. A Apple estava mal de finanças e, curiosamente, foi salva pela venda de 40% das ações para sua rival Microsoft (mais tarde essas ações vieram a ser recompradas pela Apple). A partir da virada do milênio, Jobs retomou seus lançamentos com o iPod e o iTunes, o iPhone e em seguida o iPad, iniciando uma nova revolução que veio a ser conhecida como a &quot;era <i>mobile</i>&quot;. Os concorrentes Android e Windows Phone vieram em seguida e podem até ser melhores que os iOS da Apple &ndash; mas devem sua existência a Steve Jobs, que os inspirou. À sua criatividade devemos creditar novos hábitos que nos tornaram consumidores mais exigentes e os produtos, a cada novo lançamento, menores e melhores.</p>
<p>O diferencial que caracterizava cada novo lançamento da Apple sempre esteve na aparência, no <i>design</i> &ndash; minimalista sim, mas ao mesmo tempo descompromissado com qualquer padrão, ao ponto de finalmente subverter a monotonia do bege como cor predominante dos computadores e periféricos. Estes ganharam cores e formas atraentes e decorativas, rompendo com a sisudez das acomodadas IBM, HP &amp; Cia. Muito do que ainda está por vir ainda o será por influência do modo independente de Jobs pensar, de tentar algo novo e descobrir, afinal, o que o cliente realmente quer.</p>
<p>Enfim, com o passamento de Steven Paul Jobs, sem a menor sombra de dúvida o mundo ganhou um novo marco referencial na linha do tempo. Só que essa conclusão soa algo um tanto impessoal, pelo que recomendo intensamente que se leia esse comovente <a href="http://www.nytimes.com/2011/10/30/opinion/mona-simpsons-eulogy-for-steve-jobs.html?_r=1&#038;pagewanted=all">Eulogy for Steve Jobs</a> <a href="http://www.nytimes.com/2011/10/30/opinion/mona-simpsons-eulogy-for-steve-jobs.html?_r=1&#038;pagewanted=all" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png"></a>, um depoimento (em inglês) de sua irmã Mona Simpson que nos dá a oportunidade de conhecê-lo mais de perto e de forma mais humana.</p>
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		<title>Beyond Citizen Kane</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 17:14:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A liberdade de imprensa é um sagrado direito das empresas jornalísticas publicarem qualquer coisa, seja ela verdade, meia verdade ou mentira deslavada. Curiosamente, depreende-se que essa liberdade tem ainda mais poder quando se sabe que a exibição de um documentário sobre Roberto Marinho, Globo &#38; Cia. foi proibida pela justiça para todo o território brasileiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/big-brother.jpg" alt="" /></p>
<p>A liberdade de imprensa é um sagrado direito das empresas jornalísticas publicarem qualquer coisa, seja ela verdade, meia verdade ou mentira deslavada. Curiosamente, depreende-se que essa liberdade tem ainda mais poder quando se sabe que a exibição de um documentário sobre Roberto Marinho, Globo &amp; Cia. foi proibida pela justiça para todo o território brasileiro.</p>
<p><span id="more-980"></span></p>
<p>No caso, o mote da sentença judicial seria relacionado a direitos autorais, uma vez que o filme reproduz desautorizadamente cenas legalmente pertencentes à TV Globo. Mas o que certamente motivou essa censura foi a exposição escancarada das sujas entranhas do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%B5es_Globo" title="Wikipedia: Organizações Globo">império dos Marinho</a> &ndash; dessarte, podemos concluir que a liberdade de imprensa permanecerá intocada, desde que se mantenham intocáveis e impunes os órgãos de imprensa, sejam quais forem os desvarios que cometam.</p>
<p>Muito Além do Cidadão Kane, exibido em 1993 pelo Channel 4, uma emissora pública do Reino Unido, aborda o predomínio e o poder de influência da Rede Globo, particularmente no cenário político brasileiro. O nome do documentário de Simon Hartog remete ao filme Citizen Kane (1941), de Orson Welles &ndash; um drama de ficção baseado na manipulação grosseira de notícias conduzida por William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos EUA, para influenciar a opinião pública. O documentário expõe o envolvimento e o apoio da Globo ao golpe militar de 1964 e respectivos governos, sua parceria com o grupo Time-Life (atualmente Time Warner) e práticas de manipulação de notícias, além de apresentar depoimentos de conhecidas personalidades brasileiras como Chico Buarque de Hollanda e Leonel Brizola, entre outras.</p>
<p>Para dissabor e desconforto &quot;global&quot;, o filme encontra-se disponível no território livre da internet, onde a liberdade de expressão se mantém a uma distância segura dos tentáculos da &quot;vênus platinada&quot;. Porque a verdadeira razão de ser dessa liberdade está em assegurar e legitimar o acesso à informação, a independente interpretação dos fatos e, afinal, a integridade da nossa inteligência. Beyond Citizen Kane pode ser visto no <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-570340003958234038">Google Videos</a> ou no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=TJ0M6N4Wh8s">YouTube</a>. Também é possível <a href="http://pt.scribd.com/doc/866375/A-Historia-Secreta-da-Rede-Globo">ler na íntegra</a> o livro A História Secreta da Rede Globo, de Daniel Heiz. Plin-plin!</p>
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		<title>Os escândalos do PIG</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 17:16:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Óbvio que o PIG &#8211; Partido da Imprensa Golpista &#8211; não existe. Nem de fato nem de direito. Mas na blogosfera existe sim, denunciando uma prática no mínimo hedionda (civilizadamente falando) porque defenestra o jornalismo autêntico &#8211; aquele feito com prazer, entrega, paixão. Ler jornal deveria ser algo como manter-se atualizado, sintonizado. Não é mais, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/pig2.jpg" alt="" /></p>
<p>Óbvio que o PIG &ndash; Partido da Imprensa Golpista &ndash; não existe. Nem de fato nem de direito. Mas na blogosfera existe sim, denunciando uma prática no mínimo hedionda (civilizadamente falando) porque defenestra o jornalismo autêntico &ndash; aquele feito com prazer, entrega, paixão. Ler jornal deveria ser algo como manter-se atualizado, sintonizado. Não é mais, porque os jornais mudaram. Tornaram-se empresas e ingressaram no mundo dos negócios &ndash; um mundo destinado (inexplicavelmente) a uma minoria privilegiada. Complicado? Aparentemente sim, mas na prática apenas um engodo mantido à custa do poder do dinheiro.</p>
<p><span id="more-952"></span></p>
<p>Ainda estamos em estágio bastante primitivo daquilo que se poderia definir como sociedade justa. Continuamos regidos pela &quot;lei da selva&quot;, do mais forte contra o mais fraco. Só que a essa altura de uma forma bastante predatória, uma vez que somos incapazes de negociar o razoável, como se um mundo assim fosse de fato viável. Não é. O PIG está aí para mostrar que a banda só toca se for a dinheiro. Inadvertidamente escancara sua própria descompostura quando perde a noção do que seja limite.</p>
<p>A sigla PIG existe, por exemplo, quando enquadra uma quadrilha de monopolistas da comunicação que defende a luta (luta?) pela &quot;liberdade de imprensa&quot; (imprensa?). Dane-se a liberdade de expressão, dane-se qualquer liberdade, o que interessa é aquela que permite difamar, caluniar e invadir corações e mentes. O que move tamanha prepotência poderia ser uma mistura de ódio e ganância, mas quando nos aprofundamos em busca de uma lógica que justifique isso, lá está ele, o medo. Quem tem poder teme perdê-lo e corre atrás de localizar e destruir seus inimigos.</p>
<p>Se esse jogo tem nome, &quot;luta de classes&quot; não me parece adequado. Gananciosos não formam exatamente uma classe social. A ganância financeira existe e é identificada como a principal causa da crise que atualmente causa imensos estragos em diversos países. A ganância não sabe o que é o bastante, quer sempre mais e desconhece os limites da fonte que a abastece. Como participantes da panelinha dos privilegiados, os membros do PIG sabem que perderam as rédeas do governo e querem retomá-las a qualquer custo. Parodiando o Lula, podemos dizer que &quot;nunca antes neste país&quot; se viu tanta corrupção. A verdade é que, ao contrário do que tentam fazer parecer, ela sempre existiu. A singela diferença está no fato de que &quot;nunca antes neste país&quot; o PIG se mostrou tão interessado como agora.</p>
<p>Lutar contra a corrupção é uma bandeira de todos, inclusive daqueles que integram o atual governo. É uma luta na qual o que menos interessa é o PIG puxar a brasa para a sua sardinha, se apropriando de uma exclusividade que absolutamente não lhe pertence. Esse jornalismo investigativo nada mais é do que uma sucessão de escândalos pontuais. Não interessa ao PIG superpor muitos escândalos simultâneos, porque isso leva à perda de foco. E pouco importa se as denúncias resultam em nada, uma vez que são feitas mais para respingarem no governo do que por estarem fundamentadas em provas ou fatos reais. As investigações da Polícia Federal tem se mostrado muito mais eficientes que as do PIG, muito embora este reaja de forma desigual quando identifica colegas algemados.</p>
<p>É uma pena que essas empresas midiáticas baixem de tal forma a qualidade do seu produto, publicando apenas o que lhes interessa e maquiando as notícias em gênero, número e grau; enfim, comprometendo sua própria credibilidade e indo na mais completa contramão da regra básica de que se deve publicar não o que, quando e como se quer, mas antes o que o leitor realmente deseja ler. E o leitor exige qualidade. Mais ainda num tempo em que a competição pelo mercado noticioso expandiu-se para mídias gratuitas como a TV e mesmo a Internet &ndash; nesta que ainda por cima prima pela notícia imediata, quase instantânea.</p>
<p>O açodamento com que os membros do PIG manipulam as informações ultimamente tem atingido limites que ultrapassam o senso do ridículo. Como nesse caso do Ministério dos Esportes, que nada mais é do que um escândalo requentado que já foi notícia ainda no início deste ano. O alvo então era uma ONG e seus proprietários foram presos e respondem a processos; agora passou a ser o próprio ministro Orlando Silva. Quem se der ao trabalho de pesquisar, pode facilmente comprovar que se tratam de denúncias infundadas porque pertinentes a outro episódio exaustivamente esbravejado pelos próprios membros do PIG.</p>
<p>Para concluir (aliás e muito a propósito), a esse mesmo PIG devemos seu pronto apoio ao golpe militar de 1964 &ndash; aquele que submeteu o país a um longo e obscuro período da mais absoluta falta de liberdade (inclusive e principalmente a de imprensa).</p>
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		<title>O ilusionismo dos globos e das vejas</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/opiniao/o-ilusionismo-dos-globos-e-das-vejas/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 18:12:20 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O tal do &#34;jeitinho&#34; de que nós, brasileiros, tanto nos vangloriamos é uma amostra absoluta e inapelável do quanto somos ingênuos, fregueses do tipo mais fácil. É conveniente a cada nacionalidade cultuar virtudes, mas no caso do nosso &#34;jeitinho brasileiro&#34;, não há do que se orgulhar. Por causa dessa crendice acostumamo-nos a justificar o errado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/pig.jpg" alt="" /></p>
<p>O tal do &quot;jeitinho&quot; de que nós, brasileiros, tanto nos vangloriamos é uma amostra absoluta e inapelável do quanto somos ingênuos, fregueses do tipo mais fácil. É conveniente a cada nacionalidade cultuar virtudes, mas no caso do nosso &quot;jeitinho brasileiro&quot;, não há do que se orgulhar. Por causa dessa crendice acostumamo-nos a justificar o errado como certo através de dualidades como bandido bom ou bandido ruim, policial correto ou policial da &quot;banda podre&quot;, corrupto &quot;que rouba mas faz&quot; ou corrupto safado.</p>
<p><span id="more-939"></span></p>
<p>Não existe bandido bom ou bandido ruim. Bandido é bandido e ponto. Da mesma forma que não existe &quot;meio bandido&quot;, &quot;meio grávida&quot;, &quot;meia verdade&quot;. Se temos um código de conduta que define ladrão como aquele que rouba, é claro que não há que se distinguir origem, crença, status social, opção sexual, seja lá o que for. Roubou, é ladrão. A única distinção cabível mas infelizmente ignorada e interpretada de forma absurdamente inversa (ao menos em nosso país) é o grau de escolaridade, a formação que deveria servir como agravante da culpabilidade, uma vez que somos tão mais responsáveis quanto melhor qualificados. Tornamo-nos coniventes e, pior, facilmente manipuláveis por empresas midiáticas que tentam faturar à custa de nossa ingênua credulidade.</p>
<p>Entretanto, há ocasiões em que esse tipo de manipulação logra êxito. Ao menos em três ocasiões os órgãos de imprensa filiados ao <abbr title="Partido da Imprensa Golpista">PIG</abbr> conseguiram derrotar Lula. Na primeira delas, com a eleição do &quot;Caçador de Marajás&quot; Fernando Collor, o PIG venceu e o Brasil perdeu (feio). Aliás, como disse à época o próprio jornalista Roberto Marinho, ele elegeu Collor quando quis e depois o tirou quando quis. Poderoso, não? Em seguida, o PIG derrotou Lula elegendo outro Fernando, o Henrique Cardoso. O mesmo que viria a ser reeleito a mais um mandato, à custa de uma mudança pontual nas regras do jogo eleitoral. O primeiro período de FHC na presidência foi marcado pelo Plano Real, o qual (reconheça-se) deu certo. Já o seu segundo mandato, durante o qual (por isso mesmo) passou a ser chamado de FFHHCC, terminou sem um final feliz, quando amargou um índice de aprovação beeem modesto.</p>
<p>A eleição do sucessor de Fernando Henrique foi para o PIG uma derrota inesperada. Foi nessa campanha que tentaram eleger o José Serra a qualquer custo e derrotar pela quarta vez o &quot;Lula-lá&quot;. A atriz Regina Duarte fez questão de aparecer na telinha para propagar o medo que sentia de uma vitória do Lula. Foi uma tentativa desesperada de convencer os crédulos, mas serviu de mote ao ótimo slogan da campanha lulista &quot;Sem medo de ser feliz&quot;. De lá para cá ao que parece, os membros do PIG desaprenderam a arte de convencimento e manipulação, sempre com o mesmo José Serra contra a reeleição do Lula e, finalmente, contra aquela que o sucedeu, Dilma Roussef. E não foi por inércia do PIG, ao qual deve-se creditar dois momentos ridículos, bizarros: a bolinha de papel na cabeça brilhante do Serra e mais um <a href="http://jamirlima.blogspot.com/2009/08/danuza-leao-folha-de-sao-paulo.html">discurso do medo</a> <a href="http://jamirlima.blogspot.com/2009/08/danuza-leao-folha-de-sao-paulo.html" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png"></a>, dessa vez protagonizado pela socialite (isso é profissão?) Danuza Leão.</p>
<p>Esse estratagema de manipulação de opinião pública, ao pressupor poder ilude. Por esse motivo, poderosos cometem erros grosseiros. Essa sensação de ser possível formar opinião pública carece de fundamento. Podemos vender sabão em pó mas não opinião. Salvo excessões (claro, existem os crédulos), o público vai atrás é da notícia. Muito do que se tem noticiado recentemente se deve mais à ação da Polícia Federal e do Ministério Público do que a qualquer denúncia de jornalismo investigativo. Isso significa que há instituições funcionando a contento, cumprindo com suas obrigações. E isso também deveria ser notícia &ndash; ainda que não interesse à imprensa divulgar.</p>
<p>É fato que a governabilidade do país vem sendo negociada às escâncaras, sem qualquer pudor. Mas isso não se deve a uma vontade &quot;lulopetista&quot;, como os jornais insistem em fazer parecer. Isso ocorre por causa do nosso sistema de governo e de uma legislação que permite esse tipo de coisa. Essas negociatas levam à ocupação de cargos públicos por critérios menos técnicos e mais políticos e escusos. Não são os interesses do país que prevalecem, mas a mesquinharia oportunista de disputar cargos dos quais se pode obter influência e acobertamento de ilicitudes.</p>
<p>Isso se combate com castigo, tanto como é verdade que o estímulo a tais práticas se ampara na impunidade, o verdadeiro mal do nosso pobre país. Ante uma justiça frágil e ineficiente, assumem os grandes jornais um papel que não lhes cabe e que em nada contribui: o de julgar os outros segundo seus próprios interesses. Da mesma forma como não deveria caber aos deputados o papel de julgarem-se a si mesmos. Pois é dessa forma que abrimos mão de um poder judiciário robusto em competência que lhe deveria ser exclusiva.</p>
<p>De jeitinho em jeitinho, cafezinhos e cervejinhas, chegamos aonde estamos. Dizer que isso se deve ao &quot;lulopetismo&quot; dos globos e das vejas é apenas um desserviço que, em lugar de nos comunicar, nos trumbica.</p>
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		<title>Os dez princípios de Dieter Rams</title>
		<link>http://www.fredericopeter.com.br/blog/design/os-dez-principios-de-dieter-rams/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 15:57:49 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No começo bastavam lápis, papel e alguma ideia na cabeça. Minha mãe costumava descrever essa &#34;ideia na cabeça&#34; como um &#34;abraço no poste&#34;. Era o que acontecia quando me levava para a rua. Eu andava mas não olhava para onde ia e, volta e meia, olhando para os lados e para cima, pimba num poste! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://theblueoblique.com/?p=653" target="_blank" title="De onde vem essa ilustração? Clique!"><img class="centered" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/sent/dieter_rams.jpg" alt="De onde vem essa ilustração? Clique!" /></a></p>
<p>No começo bastavam lápis, papel e alguma ideia na cabeça. Minha mãe costumava descrever essa &quot;ideia na cabeça&quot; como um &quot;abraço no poste&quot;. Era o que acontecia quando me levava para a rua. Eu andava mas não olhava para onde ia e, volta e meia, olhando para os lados e para cima, pimba num poste!</p>
<p>Em casa, segundo ela, depois do passeio eu desenhava tudo o que tinha visto na rua. Ao que parece, para mim era importante registrar ou catalogar aquelas coisas de alguma forma e os desenhos resolviam isso. Com o passar do tempo, conforme eu crescia, percebi as imperfeições e comecei a redesenhá-las como deveriam ser, se quisessem ser perfeitas.</p>
<p><span id="more-907"></span></p>
<p>Hoje, do alto da minha versão seis ponto zero, posso dizer que aprendi a desenhar de muitas formas diferentes. Uma vez que o desenho é uma forma de reproduzir algo, pode-se fazê-lo através da fotografia, da fala, da redação. Mesmo uma simples expressão facial já é o bastante para reproduzir uma opinião e, no contexto, também é uma forma de desenhar.</p>
<p>Por que digo isso? Para ilustrar que a boa e velha dupla &quot;lápis e papel&quot; não mais reina absoluta, ao passo que a &quot;ideia na cabeça&quot; prevalece em qualquer situação. Quantos postes na rua serão necessários para se desenhar uma ideia e redesenhá-la ene vezes em busca de aperfeiçoá-la? Possivelmente nenhum, se considerarmos experiência e conhecimento.</p>
<p>Isso se aplica quando percebo que lá da minha infância eu intuía, sem o saber, aquilo que hoje comumente chamamos &quot;design&quot;. Atualmente, antes de qualquer produto ser produzido em escala industrial, ele é prototipado e esculpido com recursos de computação gráfica tantas vezes quantas necessárias, até que se determine a solução que mais se aproxima do que se quer (a perfeição?). E ao redor desse produto, múltiplos adereços estratégicos também são desenhados, desde a embalagem até a divulgação publicitária.</p>
<p>O produto. Desenhado e concebido de forma a ser irresistível, desejado e consumido. Mas também de forma a atender quesitos de ergonomia, segurança, durabilidade. Não é de hoje que se tem essa preocupação com o consumidor final como fundamento principal. A esse propósito, vale mencionar os dez princípios estabelecidos por Dieter Rams, consagrado desenhista industrial alemão (Braun), os quais foram disseminados mundo afora como determinantes do bom design. Segundo ele, o design é bom quando:</p>
<ol>
<li>é inovador</li>
<li>faz um produto ser útil</li>
<li>é estético</li>
<li>nos ajuda a entender um produto</li>
<li>é discreto</li>
<li>é honesto</li>
<li>é durável</li>
<li>se preocupa com os mínimos detalhes</li>
<li>se preocupa com o meio ambiente</li>
<li>é o menos design possível</li>
</ol>
<p>Rams certa vez explicou sua abordagem do design como &quot;Weniger, aber besser&quot; (&quot;Menos, mas melhor&quot;). Eu poderia estender este artigo, explicando cada um dos princípios acima listados, mas isso seria o mesmo que reinventar a roda uma vez que já existem ótimos artigos, como este publicado no Design.Blog.Br: <a href="http://design.blog.br/produto/dez-principios-do-bom-design">Dez princípios do bom design</a> <a href="http://design.blog.br/produto/dez-principios-do-bom-design" target="_blank" title="Abre em nova aba"><img alt="" src="http://www.fredericopeter.com.br/blog/wp-content/themes/default/images/nw.png"></a>.</p>
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