
No começo bastavam lápis, papel e alguma ideia na cabeça. Minha mãe costumava descrever essa "ideia na cabeça" como um "abraço no poste". Era o que acontecia quando me levava para a rua. Eu andava mas não olhava para onde ia e, volta e meia, olhando para os lados e para cima, pimba num poste!
Em casa, segundo ela, depois do passeio eu desenhava tudo o que tinha visto na rua. Ao que parece, para mim era importante registrar ou catalogar aquelas coisas de alguma forma e os desenhos resolviam isso. Com o passar do tempo, conforme eu crescia, percebi as imperfeições e comecei a redesenhá-las como deveriam ser, se quisessem ser perfeitas.
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