Posts com tag 'mau jornalismo'



A liberdade em jogo

15 de dezembro de 2011

Li na edição de 14/12/2011 de O Globo, na página de Opinião, um artigo assinado pelo eminente Sr.Gabriel Wedy sob o título Risco para a liberdade discorrendo sobre os riscos da implantação de um "controle social e popular da mídia". O autor é nada menos do que o atual presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil. Muito embora discorde do seu enfoque, naturalmente manifesto meu respeito pelo seu direito de formar opinião própria e difundí-la.

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A imprensa brasileira é livre?

13 de dezembro de 2011

Se observarmos com isenção, a resposta é não. Por isenção entenda-se de forma apartidária, ainda que isso possa soar algo impraticável. Desde que se tornaram governo, os petistas são alvo de pesada artilharia por parte dos órgãos de imprensa – que fique claro, o foco aqui é na imprensa e não em partidos políticos.

O que se propõe discutir aqui é o tratamento abertamente diferenciado dado pela imprensa aos escândalos de corrupção. Refiro-me ao sistemático e pontual bombardeio praticado por ela quando o alvo é o governo do PT (e aliados). Sistemático porque o mesmo não ocorre quando se tratam de escândalos que pipocaram na seara do PSDB (e aliados), convenientemente tratados de forma discreta e rapidamente esquecidos pelas pautas sempre pautadas pelo que se quer (ou não) que a "opinião pública" saiba (ou não).

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Beyond Citizen Kane

22 de outubro de 2011

A liberdade de imprensa é um sagrado direito das empresas jornalísticas publicarem qualquer coisa, seja ela verdade, meia verdade ou mentira deslavada. Curiosamente, depreende-se que essa liberdade tem ainda mais poder quando se sabe que a exibição de um documentário sobre Roberto Marinho, Globo & Cia. foi proibida pela justiça para todo o território brasileiro.

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Os escândalos do PIG

18 de outubro de 2011

Óbvio que o PIG – Partido da Imprensa Golpista – não existe. Nem de fato nem de direito. Mas na blogosfera existe sim, denunciando uma prática no mínimo hedionda (civilizadamente falando) porque defenestra o jornalismo autêntico – aquele feito com prazer, entrega, paixão. Ler jornal deveria ser algo como manter-se atualizado, sintonizado. Não é mais, porque os jornais mudaram. Tornaram-se empresas e ingressaram no mundo dos negócios – um mundo destinado (inexplicavelmente) a uma minoria privilegiada. Complicado? Aparentemente sim, mas na prática apenas um engodo mantido à custa do poder do dinheiro.

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O ilusionismo dos globos e das vejas

17 de outubro de 2011

O tal do "jeitinho" de que nós, brasileiros, tanto nos vangloriamos é uma amostra absoluta e inapelável do quanto somos ingênuos, fregueses do tipo mais fácil. É conveniente a cada nacionalidade cultuar virtudes, mas no caso do nosso "jeitinho brasileiro", não há do que se orgulhar. Por causa dessa crendice acostumamo-nos a justificar o errado como certo através de dualidades como bandido bom ou bandido ruim, policial correto ou policial da "banda podre", corrupto "que rouba mas faz" ou corrupto safado.

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Serra, Rojas e o manual de boas maneiras da Globo

12 de agosto de 2011

De onde vem essa ilustração? Clique!

Vamos lá, mais uma vez. Não poderia deixar sem registro mais essa desfaçatez jornalística. Pode até parecer marcação minha com relação ao grupo Globo de comunicação – mesmo porque a revista Veja mereceria muito mais atenção, em se tratando de mau jornalismo.

As mídias do grupo Globo andam fazendo alarde com pompa e circunstância de um certo manual com o título Princípios Editoriais das Organizações Globo , uma espécie de auto-regulamentação de qualidade da informação.

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Ricardo Boechat: jornalismo não levado a sério

24 de abril de 2010

Defendida com unhas e dentes pelas grandes empresas jornalísticas, a tão idolatrada "liberdade de imprensa" merecia mais respeito. Ela é como uma moeda de duas faces – uma dizendo que 'informar é um direito' e outra, mais complicada, lembrando que 'bem informar é um dever'. Torna-se fácil constatar ruído na comunicação quando a imprensa atribui a si própria o direito de vigiar os deveres dos outros; mais fácil ainda, quando ela o faz vigiando mais os deveres de uns do que os de outros, o que configura um tipo oculto de prestação de serviço em favor de alguém e, por conseguinte, em detrimento de outrém.

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