X
X

Unidos pela paz

Por Marcos Palmeira.
Publicado na Revista O Globo em 05/02/2017, na seção "Colunista Convidado".

Foto: agro olhar

Observação – O link da ilustração acima remete a uma página da publicação online "agro olhar" contendo um artigo redigido por Viviane Petroli. O texto discorre justamente sobre o ponto de vista dos ruralistas. Segue-se o artigo de Marcos Palmeira:

"Não entendi o enredo desse samba, amor", diz a canção de Jorge Aragão. O verso explica a confusão armada entre ruralistas e a Imperatriz Leopoldinense. A reação desproporcional de representantes do setor ao enredo "Xingu, o clamor que vem da floresta" demonstra falta de atenção e preconceito, já que o samba da escola de Ramos não faz nenhuma menção ao agronegócio. Além disso, revela uma tremenda falta de visão estratégica: o grande produtor vê o índio como inimigo quando, na verdade, devia tratá-lo como aliado.

Leia mais ►

O discurso unívoco da grande mídia e as bombas informacionais

Por Rafael Alves.
Publicado no site de Laymert Garcia dos Santos, em 09/05/2016.

Foto: Curitiba Mil Grau

Antes, alguns comentários meus:

A ilustração acima remete à "República de Curitiba". E o que Curitiba tem a ver com a "República de Weimar"? Para historiadores no futuro, antecipo: pobre Curitiba… De fato, historiadores sabem como o ódio veio sendo tantas vezes implantado em corações e mentes. Pobres "midiotas"… E não, o Brasil não será uma nova Alemanha nazista. Apenas lhe restarão remotas lembranças de oportunidades perdidas.

Leia mais ►

A lição da escola

Por Janio de Freitas, colunista da Folha de São Paulo.
Publicado na Folha de São Paulo em 10/04/2016.

Foto (recortada): GGN

Uma única certeza: seja qual for o desfecho da crise, será muito ruim. Isto supondo-se que haja desfecho, propriamente dito, e não a também possível continuidade da degradação caótica como um estado permanente. A "Constituição Cidadã", as leis, a reverência ao Direito, a ética jornalística, a administração pública, as práticas políticas, a respeitabilidade mínima do Congresso, a divergência com convivência – o que aí não está muito abalado é porque já desmorona.

A meio da semana, um aspecto dessa situação motivou observações que há poucos anos o Brasil não precisaria ouvir, sobre o respeito a procedimentos judiciais. Vieram de ninguém menos do que o próprio presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto Caldas, em solenidade no Supremo. Referia-se, não citando por delicadeza diplomática, aos "vazamentos" de delações e investigações:

"Em vários países, quando se divulgam elementos da investigação, tais elementos se tornam nulos. Vejam o quanto isso é grave: tornam-se nulos."

Leia mais ►

Major New Brazil Events Expose the Fraud of Dilma’s Impeachment – And Temer’s Corruption

Por Glenn Greenwald, jornalista do The Intercept.
Publicado no The Intercept em 30/06/2016.

Eventos importantes no Brasil expõem a fraude do impeachment de Dilma – e a corrupção de Temer

Foto (recortada) de: Dida Sampaio/Agência Estado/AP

(The English version of this article can be read by clicking here)

Desde o começo da campanha para impedir a presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff, a principal justificativa era de que ela havia se utilizado do artifício conhecido como "pedaladas" ("peddling": atraso ilegal de pagamentos aos bancos estatais) para mascarar a dívida pública. Mas nesta semana, enquanto o Senado conduz o julgamento do impeachment, esta acusação foi suprimida: o relatório de peritos do Senado concluiu que "não há indício de ação direta ou indireta de Dilma" em nenhuma destas manobras orçamentárias. Como colocou a Associated Press: "Auditores independentes contratados pelo Senado brasileiro disseram em relatório divulgado na terça-feira que a presidente suspensa Dilma Rousseff não agiu na modificação da contabilidade de que foi acusada no julgamento de seu impeachment". Em outras palavras, os próprios técnicos do Senado esvaziaram o primeiro argumento na defesa de que o impeachment era outra coisa que não um golpe.

Leia mais ►

Brexit, Zizek e a esquerda necessária

Por Theo Rodrigues, colunista do Cafezinho.
Publicado no O Cafezinho em 25/06/2016.

O sempre polêmico Zizek não perdeu tempo. Mal saiu o resultado do plebiscito onde o Reino Unido decidiu pela saída da União Europeia – o famoso Brexit – e o filósofo esloveno já apontou a raiz do problema: a falta de uma esquerda transnacional capaz de impedir o avanço de uma direita nacionalista.

Será realmente isso? Bastaria ressuscitar a Terceira Internacional para resolver o problema da correlação mundial de forças que tem sido tão desfavorável para os subalternos? Não me parece muito crível.

Leia mais ►

Žižek: Precisamos entender a esquerda que
apoiou o Brexit

Por Slavoj Žižek
Publicado no Blog da Boitempo em 24/06/2016
Tradução de Artur Renzo.

Não vamos competir com os populistas de direita. Não vamos permitir que eles definam
os termos da luta.

Quando perguntaram ao camarada Stalin no final dos anos 1920 o que ele achava pior, a direita ou a esquerda, ele imediatamente rebateu: "Os dois são piores!" E essa é minha primeira reação ao Brexit. A Europa está presa agora em um círculo vicioso, oscilando entre dois falsos opostos: de um lado, a rendição ao capitalismo global, e de outro, a sujeição a um populismo anti-imigração. É preciso colocar a pergunta: qual é o tipo de política capaz de nos tirar desse impasse?

Leia mais ►

A grande ameaça aos jornais

Por Roy Greenslade
Publicado no Observatório da Imprensa em 20/06/2016
Reproduzido do Guardian, 15/06/2016. Tradução de Jô Amado.

Foto (recortada de): Pixabay

O estudo que mostra que mais de 50%, entre todos os usuários da internet, tratam as redes sociais como sua principal fonte de notícias pode fazer alguns jornalistas piscarem os olhos, mas não irá surpreender muita gente. E a mais popular dessas fontes é o Facebook, naturalmente. A pesquisa, feita pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, revelou que 44% das pessoas o usam como sua principal fonte.

Leia mais ►

Campos de Extermínio mental
– A classe mídia e o mainstream do Golpe

Por Bajonas Teixeira de Brito Junior, colunista de política do Cafezinho
Publicado no Cafezinho em 24/06/2016

Foto: Carta Capital

Ao que tudo indica, a classe média que serviu de massa de manobra para o golpe tornou-se uma autêntica classe mídia, e isso tem que ser entendido a partir do mainstream que dominou no Brasil nos últimos anos. Para essa nova classe mídia, a televisão foi, em especial na última década e meia, um vasto campo de extermínio mental. Um dos efeitos dessa liquidação em massa da inteligência foi o ódio à cultura. Basta atentar para a perseguição aos artistas, chamados de vagabundos, ao clima de caça às bruxas instaurado contra a Lei Rouanet, às agressões à classe artística nas redes sociais.

Leia mais ►

O golpe e o funil da imbecilidade

Por Osvaldo Bertolino
Publicado em seu blog O outro lado da notícia em 06/05/2016

Foto: Resistência Contemporânea

Ser imbecil é uma característica que a turba mobilizada pela mídia contra a presidenta Dilma Rousseff nunca fez questão de esconder. Nem tem como. Seria a famosa contradição em si, como diria o líder revolucionário chinês Mao Tse-tung – não é possível ser uma coisa sem ser outra. São pessoas que abraçaram delinquentes como Eduardo Cunha e Jair Bolsonaro simplesmente por estarem inoculadas com o vírus da raiva "anti-petista", com a desfaçatez de dizer que estavam lutando contra a "corrupção". Essa limitação cognitiva é perfeitamente compreensiva para quem engoliu a tese do "mensalão", outra contradição em si, e do "petrolão", uma gigantesca operação para ocultar a verdadeira corrupção do "caso Petrobras" no covil de farsantes comandado pelo juiz Sérgio Moro com sua "Operação Lava Jato".

Leia mais ►

Fecha-se o cerco a Temer

Por Eric Nepomuceno
Publicado no site Página/12 em 09/06/2016
Obs.: tradução livre (qualquer reparo a ser feito, favor contactar).

Foto: 247

No último domingo, 12 de junho, quando completou um mês de seu governo interino, exercido com ares imperiais, o presidente interino Michel Temer reuniu-se com seus homens de inteira (ou seria interina mesmo? *) confiança.

Não era para celebrar o Dia dos Namorados, comemorado nesta data no Brasil, mas para avaliar, pela enésima vez, se valia ou não a pena fazer um pronunciamento à nação por uma cadeia de rádio e televisão.

Leia mais ►